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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Aconteceu no FIC - Matéria na Revista da Educação

"As melhores coisas do mundo"


No dia 10 de abril alguns jovens participantes do curso de formação profissional em cultura (FIC) da Casa de Cultura e Cidadania da Vila Guacuri, acompanhados dos educadores André e Bruno (FIC) Renata (Artes visuais) e Cláudia (Área Livre), foram assistir a uma sessão especial do filme “As melhores coisas do mundo” no Unibanco Arteplex do Shopping Frei Caneca. O trajeto da Vila Guacuri até a Avenida Paulista, realizado de ônibus e metrô, já propiciou uma vivência interessante, pois muitos dos jovens não tinham qualquer contato efetivo com a região central da cidade, o que permitiu-lhes um olhar mais ampliado sobre a diversidade social e cultural de São Paulo.
Chegando ao cinema a curiosidade e a alegria foi ainda mais despertada. O enredo do filme, que aborda diversas questões e conflitos do universo adolescente através do protagonista Mano, fez com que os jovens se reconhecessem naquele espaço, apesar das diferenças sociais e culturais explícitas, anteriormente confrontadas. Após o filme houve um debate com a diretora Laís Bodanzky e com o idealizador do projeto “Cidade Escola Aprendiz” Gilberto Dimenstein. Como a sessão havia sido inicialmente pensada somente para educadores, o fato dos jovens da Casa de Cultura e Cidadania estarem lá causou uma agradável surpresa, pois eles foram os únicos adolescentes presentes na exibição e, no momento do debate, tanto Dimenstein quanto Bodanzky solicitaram a visão deles sobre o filme. Para finalizar, a turma do FIC foi presenteada com alguns exemplares de livros da série “Mano” doados pelo próprio Dimenstein.


Segue abaixo um trecho da matéria que saiu na Revista da Educação no qual o educador André Amaral foi entrevistado:


Contatos e distâncias na periferia

Mesmo com jovens que frequentam a Casa de Cultura e Cidadania da Vila Guacuri, bairro vizinho a Diadema, um filme sobre o cotidiano do aluno da classe média paulistana pode estabelecer "pontos de contato". É a opinião do educador André Pereira do Amaral, 23 anos, que trabalha com oficinas de formação cultural. "Como disse a Laís Bodanzky, você pode fazer um filme no sul da Itália e passar no Guacuri que vai encontrar esses conflitos, que não são do jovem, mas do ser humano. Conflitos contemporâneos, como a questão do pai separar da mulher para morar com o namorado, têm sido colocados em debate de 30 anos pra cá. Os jovens se reconhecem nessa nova configuração da família", afirma.O preconceito racial - ausente do filme - também chama a atenção de André. O recorte de um universo do qual o negro não faz parte provoca uma oportunidade de discussão. "A discussão pode ser boa tanto quando você se reconhece quanto no momento em que se afasta", acredita.


Link da matéria na íntegra: http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12896
Edição 157 da Revista Educação

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