O bairro antigamente chamado Jardim do Sol, só havia sol, calor e grandes campos verdes. Não havia água encanada, energia elétrica e ruas asfaltadas, era preciso buscar água... A situação era precária. A energia elétrica foi instalada pouco depois que recebeu o nome de Vila Guacuri.
Relata Dona Romilda que era um lugar bom de morar, apesar de todas as dificuldades encontradas naquela época, o único transtorno mesmo era os estouros de dinamites que os empregados que trabalhavam na pedreira detonavam exatamente ás 11 e as 18 horas. Esses estouros provocaram rachaduras nas poucas casas que se encontravam.
O local onde hoje é Casa de Cultura e Cidadania, antigo Circo Escola, já foi antigamente um pequeno depósito de construção e avícola, relata Dona Romilda, 75, moradora do bairro há 38 anos. Esse casarão e “todo” o terreno eram propriedades dos japoneses. Depois que o bairro já estava com luz elétrica e água encanada, deixou de ser um bairro com poucos moradores e começou a se expandir e a venda do casarão foi o estopim. Conta Dona Romilda que antigamente era um bairro sossegado e se fossemos comparar o antes e o agora, ela diz que falta policiamento, a violência chegou, mas o Guacuri conserva ainda uma tranqüilidade típica.
| Participantes do FIC entrevistam Dona Romilda |
Texto: Bruna Constância e Monique Siqueira
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